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jul 14

Eduardo Jorge é o candidato a presidente mais compromissado com a liberdade de orientação sexual

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Enquanto a população LGBT não se sente plenamente contemplada com os candidatos em primeiro lugar nas pesquisas (Dilma Roussef/PT, Aécio Neves/PSDB e Eduardo Campos/PSB), o Partido Verde apresenta a candidatura mais compromissada com a liberdade de orientação sexual: Eduardo Jorge.

“Não vamos fazer campanha olhando para 2010″, disse Eduardo Jorge. “Questões de orientação sexual, reforma política, reforma tributária e relações com a agricultura não foram bem defendidas em 2010″, observou. O programa do candidato também prega a regulamentação do aborto, aliado a um programa de planejamento familiar e educação sexual nas escolas. Também defende e legalização da maconha como forma de combater o tráfico e a violência.

Eduardo Jorge logo no mês de março, foi o primeiro candidato a assinar um compromisso com a população LGBT e o primeiro a lançar diretrizes que contemplam algumas das demandas da população LGBT. Conforme exposto no item 8.2 das diretrizes do PV: “No caso da liberdade de orientação sexual, o PV apoia o direito ao casamento de pessoas do mesmo sexo, de adoção de crianças por casais do mesmo sexo e quer que haja a criminalização da homofobia, como já acontece com o racismo”.

O programa ainda está sujeito a opiniões e sugestões. O grupo PV Diversidade se reuniu e deliberou 10 propostas para o programa do governo de Eduardo Jorge (http://www.pvdiversidade.com.br/?p=620). Para o coordenador do PV Diversidade e candidato a deputado federal em São Paulo, André “Pomba” (4396), as propostas vão de encontro ao que o núcleo e a comunidade LGBT exigem e tem por direito: “Farei uma sugestão para incluir o respeito à identidade de gênero, para atender a essa urgente demanda de travestis e transexuais.

Em entrevista para a Revista Fórum, Eduardo Jorge, combateu a covardia dos candidatos nos primeiros lugares nas pesquisas que não se comprometeram com o estado laico, nem com a criminalização da homofobia:
“Isso é um absurdo! Uma covardia desses candidatos. É puro preconceito para ganhar o voto dos evangélicos, dos católicos e dos mais reacionários. Não são todos os evangélicos e católicos que têm essa posição, mas tem um grupo de católicos e evangélicos que são mais reacionários, garantem votos e ficam alimentando os candidatos. Eu considero isso uma perseguição contra as pessoas que não estão prejudicando em nada a vida de ninguém, só apenas vivendo os seus direitos de ter uma orientação sexual diferente. É uma perseguição contra as pessoas. E o mais ridículo é que os candidatos, em seu privado, não pensam desse jeito, mas adotam essa posição para ganhar votos. O Estado brasileiro é laico, as pessoas podem ter a sua orientação religiosa, isso é um problema da vida intima. Querer influir na vida política com a ideologia religiosa é um retrocesso muito grande e perigoso para o Brasil”.

Eduardo Jorge fez questão de participar do 1º Encontro Estadual do PV Diversidade em São Paulo em maio e deixou claro que o partido não tolerará mais posições discordantes em relação à liberdade de orientação sexual. Quando foi secretário municipal de saúde de São Paulo (nas administrações Erundina e Marta Suplicy) ele foi extremamente competente com relação a efetiva implantação de política municipal de prevenção de HIV/AIDS e pela regulamentação do aborto legal nos hospitais municipais. Quando secretário do Meio Ambiente (nas administrações Serra/Kassab) impediu que o Autorama LGBT fosse fechado por pressão de moradores homfóbicos, fato que acabou ocorrendo recentemente na administração Haddad.

O PV Diversidade apoia integralmente a chapa pura que o Partido Verde terá nessas eleições. O núcleo entende que as coligações, principalmente nas candidaturas proporcionais (para deputados) são um câncer na nossa política partidária. A nível nacional considera Eduardo Jorge o candidato mais preparado e com propostas progressistas e realmente compromissadas com as mudanças que o Brasil precisa, principalmente em relação aos direitos LGBT.

 

2 comentários

  1. Benjamin Bee

    Não, você não vai fazer sugestão para incluir identidade de gênero no programa. VOCÊ TEM QUE IMPOR A INCLUSÃO, EXIGIR. Não existe hierarquia de direitos na diversidade das identidades sexuais e nem de preconceitos.

    1. admin

      Eu faço parte de um núcleo LGBT e não atropelaria nenhuma instância, pois respeito a horizontalidade de decisões. O PV Diversidade se reuniu já fez suas propostas e que contemplam as demandas de travestis/transexuais e o respeito a identidade de gênero conforme está na matéria para inserção no programa de Eduardo Jorge.

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