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jun 16

PV de São Paulo faz convenção e referenda candidaturas LGBT

Silvetty Montilla e Andre Pomba

Silvetty Montilla e Andre Pomba

O Partido Verde de São Paulo realizou sua convenção estadual no último domingo, 15 de junho, no espaço Hakka Eventos no bairro da Liberdade em São Paulo. Entre performances orientais, de um grupo de samba e do hino nacional tocado ao vivo por um sanfoneiro, foram homologadas as candidaturas LGBT apoiadas pelo PV Diversidade. São elas: André “Pomba” (deputado federal), Silvetty Montilla (deputada estadual) e Jean Nascimento (suplente de senador). Os candidatos majoritários e parceiros da comunidade LGBT também foram confirmados: Gilberto Natalini (governador), Eduardo Jorge (presidente) e o líder indígena Kaka Werá (senador). Natalini e Eduardo Jorge foram os primeiros candidatos a firmarem compromisso com a população LGBT em 2014 (http://www.pvdiversidade.com.br/?p=401).

Sobre a convenção, o coordenador do PV Diversidade, André “Pomba”, expôs que pela primeira vez a diversidade sexual está em destaque em uma convenção partidária e com completo apoio das executivas para a eleição de candidatos LGBT. “Está claro que a nossa chapa de deputados é a melhor e mais progressista que o partido já teve e que vai eleger vários deputados que agora terão o respeito à diversidade como norte em suas candidaturas”, finalizou. O presidente estadual Marcos Belisário destacou a atuação de “Pomba” na frente do PV Diversidade e disse que o Partido Verde tem muito orgulho com a atuação do núcleo. Também elogiou Silvetty Montilla, como “uma das grandes estrelas da nossa chapa de candidatos estaduais” e Jean Nascimento como um dos principais quadros militantes do PV.

Jean Nascimento disse que diferente da Copa do Mundo, a convenção do Partido Verde era a verdadeira Copa da Igualdade e da Diversidade e da importância em ter um negro como suplente de senador no Estado, ainda mais com um índio como candidato a senador. Silvetty Montilla disse que sairá para defender a classe artística eda comunidade LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – e contra toda forma de preconceito.

O candidato a presidente Eduardo Jorge em seu discurso fez uma enfática defesa da diversidade sexual: “O PV é um partido que defende o estado laico. Nas diretrizes do plano de governo do Partido Verde está bem clara a defesa libertade de orientação sexual e nossas propostas como o apoio ao casamento homoafetivo. Se dois homens se amam e querem se casar ninguém tem nada a ver com isso e eles têm que ter respaldo legal”. No item 8.2 das diretrizes está exposto que o PV apoia o direito ao casamento de pessoas do mesmo sexo, de adoção de crianças por casais do mesmo sexo e quer que haja a criminalização da homofobia como já acontece com o racismo. Para acessar as diretrizes do plano de governo, acesse http://pv.org.br/wp-content/uploads/diretrizes_pv.pdf.

Gilberto Natalini aclamado como candidato a governador, fez um discurso enfático na defesa da vida, da ética e da sustentabilidade. Natalini que quando secretário de participação e parceria criou a CADS – Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual, o Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual, e o CCH (Centro de Combate a Homofobia) já inseriu no seu programa de governo uma diretriz que contempla as demandas da população LGBT: Continuar consolidando os valores e o princípio democrático de respeito à diversidade e às diferenças, com políticas públicas afirmativas e de inclusão voltadas aos segmentos socialmente mais frágeis. Aprofundar as políticas específicas para os negros, jovens, mulheres, Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais- LGBT e pessoas com deficiências, multiplicando-se e descentralizando-se as oportunidades, as agendas culturais, as atividades educacionais e esportivas, entre outras.

O PV Diversidade em consonância com a militância e a população LGBT reafirma seu apoio ao slogan: “Em 2014, LGBT vota em LGBT”. É de extrema importância o lançamento de candidaturas LGBT para que as demandas desse segmento sejam empoderadas e que os candidatos tenham real apoio dos partidos e respaldo para se elegerem e não só completarem chapa. Ao mesmo tempo em que os candidatos LGBT devem se qualificar para encampar as demandas de outros movimentos sociais em busca de transversalidade de atuação.

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